Apenas um amigo presente

Hoje, preciso de um amigo
Que saiba ser amigo...
Que possa entender
O que sinto de tão grande em meu ser...
Um amigo que escute tudo...

Que tenho pra dizer...
Que não pergunte nada...
Que não tenha resposta...
Hoje, desejo ter um amigo especial...
Um amigo presente...

Que olhe pra mim e simplesmente diga...
Estou aqui... um amigo que dê a certeza...
Que tudo logo vai passar...
Que mostre o caminho...

Que já não encontro sozinha...
Hoje, desejo e preciso
Urgentemente de um amigo... que não me olhe...
Que não me sinta... como mulher...
Um amigo simplesmente, infinitamente...

Que me escute...
Que não julgue meu comportamento...
Nem meu sofrimento
Hoje, senti um desejo enorme
Em ouvir a voz de um amigo...

Desejo e preciso urgentemente,
Mas não serve qualquer amigo...
Preciso infinitamente de você...
Meu grande amigo... só você entende...
Apenas você conhece... meus caminhos.

Mara Roubert



Armadilhas do amor

Quisera eu dominar o tempo,
Levar pra frente até sentir teu corpo.
Parar as horas quando estás presente,
Fechar as portas pra não ir embora.

Aproveitar o sorriso de menino arteiro,
Em lençóis macios provar teu corpo.
Saboreando-te, beijando-te inteiro.
P´ra não perder da boca, teu gosto.

Ah! Quem me dera possuir as chaves,
De parar as horas ou lhe fazer voltar.
P´ra não perder deste momento o encanto,
Nem o doce néctar do teu olhar.

Travei as portas, empurrei o tempo,
Segurei as horas, fiz o mundo parar.
Entorpecido no calor do teu ventre,
Perdi o rumo, deixei-o girar.

Mara Roubert



Sofre! Coração.

Coração! Meu lindo coração...
Por que você não aprende, com a vida?
Você me apronta cada uma,
Deixando-me, dolorida e sem saída.

Meu querido e lindo coração...
Hoje estou sofrendo, por ti...
Sério que não tive chances de proteção
Não estava preparada, para tudo isso sentir.

Nossa! É tudo tão novo e tão antigo
As dores do passado, aqui outra vez
Um passado sem amor, sem abrigo.

As dores do presente, tão atuante
As dúvidas, tão claras, na escuridão
Aceite coração, você não sabe ser amante.

Coração! Meu coração, você não sabe dividir
Sofre coração... Sofre! Encontre já, uma saída.

Mara Roubert



Cavalgadas nas estrelas


Quando meu mundo estiver sob meus pés,
E minhas asas descansar de meus sonhos
Saciado, repleto e com imenso vazio
Deixado pela tua ausência.

Sentirei que um dia foi pouco
E, embora eterno fosse o momento
Sentir tua pele macia e lisa
Sobre meu corpo, leva-me ao tormento.

Não posso tolerar a tua ausência
Enquanto os meus lábios têm teu gosto
Teu olhar ainda me hipnotiza
Em um sono de medo e êxtase.

Entreguei-me às tuas caricias,
Fiquei à indulgência de sua boca.
Deixaste-me entregue e aprisionado,

Na proteção do teu abraço, cavalgando,
Pelas estrelas em minhas recordações.

Mara Roubert



Mergulhos de desejo


Marcou-me, seu olhar naquele momento,
Hipnotizando-me, e... eu sem saber
Se mergulhava no seu desejo
Ou continha os meus instintos.

Se me assumia em meu corpo
Ou me entregava, aos teus medos
Se te sorvia até te secar
Ou molhar-me, até afogar-me.

Repleto, saciado, mas com enorme vazio
Pois, era o momento da tua entrega
E a entrega, não aconteceu.

Minhas mãos, ainda vagam, pela cama
A procura de teu corpo, dos teus seios
Minha língua, ainda sussurra seu nome.

Mara Roubert



Paquetá a Ilha da Poesia

Ilha cercada de amores, suas lendas
Fazem-me viajar para um tempo, não muito
Distante, tempo de antigos carnavais, beijos
Roubados, cabelos afagados, coração disparado.

Linda Paquetá de praias de tirar o fôlego,
De artistas famosos escritores vários que por
Ti apaixonaram-se. Ilha de pedras estranhas
Com formatos definidos, cemitério de pássaros.

Paquetá filha tão poética do meu Rio de Janeiro,
Tu és tão especial que consegue ser mais antiga
Que o Estado ao qual pertence.

Paquetá da moreninha, da Maria Gorda,
Da gruta dos amores, da garça cinzenta
Ponte da saudade. São tantas suas histórias

Que viajo fácil pelo mar em busca do amor
Que tenho certeza encontrarei em Paquetá,
Ilha da poesia, pedacinho do céu... que caiu no mar.

Mara Roubert



Meu pote de mel

Desejos... vou sentindo, por você
Perco-me em sonhos ao imaginar-te
Sentir tuas mãos, no meu mais intimo, chegar
Desejo estremecer, com teus beijos, em meu corpo.

Em seu corpo viajar, por lugares, ocultos
Desejo te sentir, buscando em mim, algo mais
Quero te dar, todas as estrelas, sem limites
Dar-te a Lua, o Sol e o infinito.

Ofertar-te, cada grãozinho da areia, do mar
Quero de você, nesse instante o amor, mais bonito
Se for sexo e paixão, agora aqui, não importa
Tudo que quero, é a ti, entregar-me.

Em sua boca me deliciar, e delirar ao te, receber
Teu cheiro me vem para aguçar
O desejo que deseja, aflorar.

Mara Roubert



Grito de saudades

Que me amas sei bem, mas...
Minhas lágrimas você não verá
Minha dor você não sentirá
Minha fome de você não aplacará.

Meus dias irão lentamente passar
Minhas lágrimas irão secar
Minha dor vai se acabar
E a fome de você... o amor,

Ainda, assim, na distância
Na ausência, não acabará
Vou sair por aí, p´ra respirar.

Quem sabe em uma esquina eu,
Perca-te, esqueça-te encontre-me
Te encontre e grite... Te amo!!!!

Esquecendo de tudo, no mundo
P´ra ser feliz por instantes e
Arrepender-me por anos.

Mara Roubert



Dando asas à imaginação

Queria poder dizer o que sinto por ti
Falar do desejo, em ver, conhecer, sentir-te
Mostrar-te meu olhar, que brilha em te imaginar
O meu sorriso, ao escutar sua voz... Sem ouvir

Queria poder mostrar... Minha felicidade,
Em saber de ti, felicidade em saber que vives
Que respira e suspira por mim, suspira por mim,
Mas não sabe... Que suspiro... Que vivo por ti.

O meu viver e meu suspirar é só por imaginar
Queria poder, mostrar-me... Olhar-te e olhar
Tornar sonhos, linda realidade de não mais imaginar,

De não mais apenas sonhar, realidade em sentir o gosto
Realidade de entregar-me à imaginação aos sonhos,
De ter você... Queria tanto que soubesse de mim.

Você, em minha vida é tão real que penso vez por outra
Que me escutas, de tanto que chamo por ti, penso em ti...
Não percebestes ainda? Que te beijo todos os dias.

Mara Roubert



Sonhos já esquecidos

Hoje peguei-me desejando,
Meus sonhos do passado
Não qualquer sonho,
Mas um passado de sonhos reais,

Um passado onde eu era tão feliz,
Onde eu planejava o futuro
Onde Foi que meu sonho,
Deixou de ser sonhado?

Peguei-me hoje, questionando,
Onde no decorrer do tempo, me perdi
Onde foi que ficou meu desejo,
De liberdade, ao ver o campo e delirar,

Minha alma que voava com as gaivotas,
Ao me encantar com o mar
Meu corpo que gritava com urgência,
Desejando perder-me em ti.

Mara Roubert



Escolhas do amor

Por um breve momento imaginei você...
Não sei bem por que...
Veio à minha mente seu sorriso lindo,
Seu jeitinho de falar.

Suas mãos macias e quentes,
Seu toque suave em minhas mãos
Fechando por um breve momento os olhos
Ouvi sua voz, senti seu calor.

Por um momento, coloquei-me a pensar,
Nas artimanhas do amor...
Seria o amor algo pra se desejar?
Seria o amor algo pra se abominar?

Sendo o amor um sentimento lindo,
Tudo de mais puro em um ser...
Desejar o amor deveria ser algo fabuloso,
Não devia gerar dor.

Por um momento entendi que,
Não é o amor quem gera a dor
O que faz doer na verdade são nossas escolhas...
Erradas.

E... Como então não sofrer por amor,
Se as escolhas são inevitáveis?
A escolha é sua em amar,
Mas ser amado é escolha de outro desejar te amar.

Mara Roubert



Virtual ou real não importa

O dia amanheceu,
E junto dele, o meu desejo
Por você, e agora,
Tudo que quero é sentir

Esse amor...
Que esta crescendo em mim.
Sei bem, é um amor virtual
Virtual sim,

Mas tão forte, quanto o real
Um amor, que consome o meu dia
Enchendo minhas noites, de euforia.
Espero, por você toda noite,

E quando você chega
Meu coração estremece
Nesse instante, da vida
Se real ou irreal, não importa,

Tudo que quero, agora,
É em segredo ficar...
Fechando a tranca, da porta
Para, a você, me entregar.

Mara Roubert



Se, amo demais

Se, amo demais, desejo tocar-te, sentir-te... Em mim.
Se você, não me entende, nem precisa
O meu desejo de viver vai além, muito além dos sonhos
Mas, saiba que entendo você e muito bem.

Se, amo demais, sei que sonhar
É tudo de bom, voar na imaginação
Desejar um mundo mais justo,
Perder o sono, por um sonho

Sair em busca, do nada,
E o nada que se torna... tudo
Lutar por liberdade,
Ser liberta desejando estar cativa.

Se, amo demais, viajo na imaginação,
Amo mais que tudo... E nada
Apenas, o desejo de amar,
E Viver em você que não me entende.

Que não entende o meu desejo,
Em você e... sonho de me libertar
O meu desejo, em tornar-te cativo,
E... felicidade, em vê-lo liberto de mim.

Se, amo demais, cometo erros desejando acertar,
Meu amor não é racional
Os sonhos, os desejos, a busca de você...
Fez-me perder, em um mundo imaginário

Um mundo onde os sonhos são reais,
Os desejos sentidos e vividos de forma livre
Um mundo, onde quem ama e é amado
Deseja estar perto, deseja... tocar.

Mara Roubert



Véu na alma

Hoje, em meu dia tão conturbado
A leveza de plumas desejo, sentir...
O flutuar das folhas secas ao vento calmo
As nuvens em formatos diversos no céu.

Borboletas coloridas beijando,
Flores em busca do néctar
A suavidade no voar dos pássaros
E com eles seguir.

Sentir a brisa leve da tarde e fundo, respirar
Ouvir uma música linda e com ela, viajar.
Parar tudo, olhar o mundo em movimento,
Sorrir pela felicidade,

De poder ver tudo isso acontecendo
E pedir ao Criador, perdão
Perdão, por cada dia que recebi de presente,
Mas não valorizei,

Pela natureza exuberante que colocou,
Aqui pra mim e não vi.
Pelas desculpas que usei para fugir,
Do que realmente importa,

A felicidade de ver cada novo dia
Chegar e vê-lo terminar
O privilegio de ter amigos,
Que gostam de mim.

E a benção de ter uma família feliz, que me ama
Ontem foi o meu último dia conturbado, pois hoje
Hoje, não darei mais desculpas, para não ser feliz.

Mara Roubert



Ondas

Sentada aqui, contigo, olhando
As ondas do mar, quebrando
Em cada quebrar, da onda do mar
O tempo vai, passando.

Ao longe, um barqueiro vai remando
Seu barquinho a pele da água do mar, cortando
Enquanto o barqueiro,
O barquinho vai remando.

Os amantes a beira do mar,
Vão se olhando, se amando
Os pássaros no céu voando,
O vento soprando.

À tarde terminando,
O céu num brilho de ouro, anunciando
Que a noite, vai chegando.

As ondas vão quebrando,
Eu me encantando, com a espuma
Que faz ao quebrar, as ondas do mar,

E me pego, a imaginar
Quantos no mundo tal prazer, pode ter
Em ver as ondas quebrar, as ondas do mar.

Mara Roubert



Meu amor...

Meu amor... desejo tanto não ser,
O anjo, portador de sofrimentos
Mas, também não quero te perder.
Não consigo te tirar do pensamento.

Meu amor... Meu anjo devorador
Meu corpo se incendeia
Minha boca molha-se toda
Na espera de um beijo seu.

Minha alma flutua, ao encontro
Da tua... meu ventre dói...
Pelo vazio sentido, na falta de você.

Anjo, como nos protegermos, do mundo?
Como proteger, o mundo de nós?

Mara Roubert



Em sonhos perdidos

Quando surgiu, alegrou o meu coração.
Abracei-te, com carinho quase infantil
Procurando em você, tudo o que me faltava
E você, nada me ofereceu e partiu.

Procurei então, fugir de mim,
Para não mais sofrer, era tarde demais
Já estava desejando seu cheiro, seu gosto
Desejei então, acabar com seu cheiro,

Em minha alma, passei a sentir outros gostos,
Para esquecer seu gosto, assim, fui me perdendo,
Em braços sem sonhos, em sonhos perdidos,

Tentando encontrar, o que nunca tive o desejo,
Consumindo minha alma, em cada pensamento
Procurando, em você, o que me faltava, perdi-me.

Mara Roubert



Dar volta na tristeza

Nesses dias de inverno,
Sinto tua falta e você não voltará
Hoje sei bem, (tinha de ser assim),
Pois nem todos os amores...

Surgem para durar. Não vou chorar tua falta,
Mas ao frio que sinto, por você não estar aqui,
Por meu corpo que não aceita, tal frio.
Nesses dias de inverno, preciso sair.

Dar uma chance para o verão chegar,
E ao meu corpo aquecer
Preciso me arrumar tornar-me,
Ainda mais linda que as flores

Dar uma volta na tristeza,
Abrir as portas, para novos amores.

Mara Roubert



Lembranças

Em um dia lindo de primavera, com perfume no ar
Brincando no recreio, na escola, ele veio me beijar
Eu... menina tímida... dei-lhe, um soco no nariz
Ele... atrevido e debochado, olhou p mim, pediu bis.

Em um lindo dia de chuva, vento e muito frio
Em um treino de natação, do alto da rocha olhei o mar
Tão sem coragem de pular, as ondas lambendo toda a rocha
E... eu ali toda exposta, com medo de a vida enfrentar.

Em um belo dia, atarefada de trabalho, no almoço
Comendo bem rápido, para o trabalho adiantar
Olhei para a mesa ao lado, chamou-me a atenção um moço
A tarde já se anunciava, precisava ao trabalho retornar.

Em uma linda noite de luar, a beira mar
Me lembrado, dos tempos passados, afinal pulei... não pulei?
Aceitei o beijo do menino atrevido... não aceitei?
Senti-me atraída pelo moço no almoço... deixei pra lá?

Nesse instante, percebi que o tempo rápido passou
E... tudo que a vida me ofereceu, aceitei,
Da pedra pulei, ao menino atrevido e lindo, beijei
Com o moço do almoço, me casei.

Mara Roubert



Sou pedrinha em teu caminho


Em meu caminhar por esta vida
Algumas pedrinhas fui soltando
Do caminho, outras tão presas
Não se soltaram e deixei p´ra lá.

Continuei a caminhada pela vida
Encontrando pedras que somavam
E outras tantas que subtraiam,
Estas sim dolorosas, cruéis.

Em alguns momentos no caminho
Imaginei não conseguir, segui
Mas alguém gritava em mim,

Solte as pedrinhas difíceis
Transforme-as quando possível
Quando não, aceite-as como são.

Assim fiz, ao longo do caminho
Hoje tenho uma montanha...
E você... Quer me recolher?

Sou pedrinha solta...
Em seu caminho.

Mara Roubert



Dona Sapa

Dona sapa apaixonada á coaxar
Na lagoa tanta tristeza nunca se viu
Pois senhor sapo saiu para trabalhar
Partiu e ninguém nunca mais o viu.

Dona sapa então louca de paixão
Coaxava para o grilo que cricrilava
Para o lindo pássaro que cantava
Mas nenhuma boa resposta ouvia.

Dona sapa, cansada de tanto coaxar
Para seus botões, dona sapa então prometeu,
Por aquele ingrato e lindo verruguento
Não iria mais coaxar, mas dona sapa não podia evitar
De com seu belo sapo verruguento, sonhar.

E se esquecendo da promessa feita, aos seus botões
Naquela noite, coaxou e coaxou alto de paixão
O marido de dona sapa, em uma lagoa distante
Ao ouvir o triste coaxar de sua amada
Pulou da lagoa, num pulo só, no meio da estrada.

Justo, senhor sapão, sempre cuidadoso
No desespero de sua amada encontrar
Não viu o caminhão, que ali passava
Senhor sapão em um último coaxo de paixão
Pediu para a lua de sua amada cuidar.

Dona sapa não sabendo do acontecido
Sentindo-se abandonada por seu marido
À beira da lagoa, todas as noites, coaxa
Olha para a lua, coaxa, coaxa e coaxa.

Mara Roubert



Atobá

Voar pelo céu azul,
Com a segurança de à terra poder voltar
Voar e voar, sem ter a preocupação
De a qualquer ser desgostar

Voar livre, pedindo ao vento
Que aceite o meu voar
Voar e não mais voltar,
Restando à certeza de no mar confiar.

E quando, o cansaço chegar
A cada bóia poder descansar
Voar e o infinito conhecer,
Sem barreiras a vida ir vivendo

Não por viver, mas com a felicidade
De em cada dia ver...
O alvorecer, sentindo o desejo,
Crescente de viver e viver

Voar olhando, lá de cima,
O infinito azul do mar
Em seu vai e vem,
De ondas delicadas e majestosas.

Voar e num repente
De desejo incontido, eu, lindo Atobá
Lá do céu, mergulhar
Rompendo a calma do mar.

Mara Roubert



Casa feliz

Em minha casa há sorrisos
Há respeito, há carinho
Há crianças levadas
Há cachorros latindo.

Lá também há
Passarinhos cantando
Barulho na casa do vizinho
Há gente reclamando.

Em minha casa há
Cobradores na porta
Som alto na rua.

Há formigas no jardim
Churrasco no quintal
Pegadas no chão limpo, sim.

Na minha casa há rede virtual
Há roupa molhada no varal
Tapete feito de jornal.

Há de tudo lá em casa
Até amor, meu senhor.

Mara Roubert



Um olhar

Desejos tão escondidos
Sentimentos já esquecidos
Tudo em seu lugar e... você chega!
Trazendo novo dicionário.

Abalando estruturas
Derrubando barreiras
Dominando sonhos
Transformando realidades.

Pensamentos ao vento como
Folhas secas rolando, pelo chão
Olhar perdido vagando, pelo céu.

Sentido distante, defesa inoperante
Presença de você aqui, em mim
Quem é você? Bruxo ou anjo?

E... para tudo acontecer
Bastou, apenas... um olhar.

Mara Roubert



Você em mim

Em meu corpo todo
As estrelas do universo
Vibram ao teu toque
Ao teu simples olhar.

Desejos piscam como
Luzes de natal
Você em mim
É todo carnaval.

É cometa passante
É Lua brilhante
Perfeito amante.

É teu, meu mundo
Meu desejo
Meu corpo.

Deliro com as estrelas
Conduzida por teu prazer.

Amo te ter.

Mara Roubert



Flocos de vida

Acreditar nos caminhos
Deixar voar os pensamentos
Ao receber cada novo dia
Todo dia com alegria.

Sair em busca do tudo
Que posso tomar desta vida
Por entre estrelas e nuvens
Livre ao encontro de um novo dia,

E em seus primeiros raios de luz
Gritar alto para o universo ouvir
Sou feliz por estar aqui!

Caminhar firme ao encontro
Do meu destino sem pressa
Olhar para o passado sem dor.

Dominar o presente
Deixando livre o futuro
Ele é tudo que quero ter.

Mara Roubert



Se eu pudesse

Teria você todos os dias
Nossas vidas transbordariam
De alegrias, te daria meu mundo
Sem te deixar um segundo.

Se eu pudesse te daria eu
Tornar-te-ia todo segundo meu
Transformaria dificuldades
Em viabilidades no mundo teu.

Se eu pudesse daria ao teu
Mundo o que tanto deseja
Amor sem fim...

Se pudesse terias tudo de mim
Ah! Amor se eu pudesse.

Mara Roubert



Quem você é?

Que se sente tão grande
Quem te da tanta importância?
Onde pretende chegar
Com tanta indiferença?

Fico em alguns momentos
Te olhando e imaginando
Você é quem te faço ser
É um homem como tantos,

Mas tão importante em meu ser
Por mais que eu busque entender
O que se passa menos entendo.

Só sei, independente de tudo...
De me olhar e não me ver...
Amo ter você em meu mundo.

Mara Roubert



Enganos de um anjo

Vêm, meu amor, meu anjo sedutor
Retire-me da realidade do mundo
Leve-me em seus braços a voar
Leve-me meu anjo devorador.

Vêm anjo. Sem você aqui
Tudo fica tão chato
Tudo tão real, tão certinho
Desejo sua loucura em mim.

Preciso novamente viver
Ver o brilho em meus olhos
Ao olhar os teus.

Sentir o mundo
Vibrar ao te aceitar
Dentro de minha` lma.

Sonhos tornaram-se realidade
Realidades viraram sonhos...
Ambos hoje, vivem no passado.

Mara Roubert



Meu pai

Meu pai, o que é o tempo diante do amor
Que sinto por você ele é apenas um tipo
De demarcação para minha longa saudade
Pai, nada foi fácil nesses anos sem você,

Mas em cada momento difícil me lembrava
De suas palavras de carinho e conforto
Assim o caminho ganhava luz...
Pai, hoje os caminhos da vida sei,

Que percorro contigo que estará
Sempre comigo em cada segundo,
em cada pegada e em cada batida
do meu coração.

Pai, a eternidade é nada é só um pulinho
Podemos vencer qualquer barreira
Até a barreira da vida e da morte para nos amar.

Meu pai, nesses anos sofri, mas cresci
Namorei me casei, seus netos nasceram
cresceram, vou tendo da vida o privilegio,

Que você não teve, de me ver crescer
Pai, demorei a entender o propósito de tudo isso
Entendo hoje que evoluir é preciso.

Que nosso sofrimento, termômetro do quanto
Precisamos, ainda crescer para
Finalmente, não mais sofrer.

Pai... Te amo!

Mara Roubert



Espelhos

Hoje senti que te odeio
No entanto se te odeio
É porque você tornou-se
Parte de mim, meu espelho.

Definitivamente te odeio
E detesto espelhos, pois
Ele já não me reflete
E você! Quebrou-se.

Agora já não sou
Um encanto refletido
No espelho de teus olhos.

O começo já se vai longe
O meio está no meio
O desejo ainda pulsa.

O fim... ainda distante
Inicio do verão.

Mara Roubert



Lua apaixonada

A lua, por todos tão adorada,
Sempre foi feliz por ser iluminada
Pela luz do Sol, por sentir
Seu calor e ter o seu amor.

Mas em um belo dia o Sol tão ocupado,
Não iluminou a lua
Ela se imaginando abandonada pelo seu amor,
Passou a chorar de tristeza.

O mar, com isso foi se tornando
Cada vez mais, calmo mais triste
O vento pela falta da luz da Lua,
Já não soprava.

Os pássaros sentindo-se cansados
Com a ausência do vento, já não voavam
Os namorados sentindo-se
Também abandonados pela lua e...

Não sentindo o bater das ondas no mar,
O soprar do vento nas árvores
O voar dos pássaros,
Já não mais se amavam

Então o Sol ao ver que a lua,
Por falta de seu amor, de tristeza se apagou
Ele o Sol, como prova de seu infinito amor,
Pela lua brilhou como nunca...

Para que, ela a lua jamais
Duvidasse que ele...
O Sol tinha a lua,
Como sua razão de brilhar de viver.

Mara Roubert



O tempo me dirá

Olharei o mundo sob seus olhos,
Não afrontarei ou questionarei seus pensamentos.
Deixarei que o curso soprado por teus lábios,
Conduza-me sem saber o destino que me orientas.

Pode levar-me aos montes mais distantes,
Ou ao Cume e fazer-me despencar.
Banhar-me em doces águas repousantes,
Basta à direção que irá soprar.

No fundo nada espero desta viagem,
Que não seja só a ti satisfazer.
Se por medo me empurra pra bem longe,
Do teu peito nada poderás fazer.

Mara Roubert



Minha loucura

Pesadelos levam-me ao teu encontro Lágrimas de saudades trazem você
De volta p´ra mim, fantasmas
Coloridos rondam minha noite escura

Desejos tão queridos do passado
Sonhos lindos que se perderam
Turbilhões de dúvidas e medos
Tudo em um momento de prazer

Tudo que desejei, passou do ponto
As estrelas já não brilham na mesma cor
A Lua olha para outra direção

Minha loucura, minha vida
Novos rumos, novas ilusões
Pés no chão corpo no mundo

Mente nas estrelas
Desejos de viver.

Mara Roubert



Preciso de você

Sinto cada vez mais que amo, só.
Não, direi mais que você...
Não significa nada p´ra mim, mas espero
Um dia, poder usar a frase, te esqueci.

Sinto dentro de mim, nada é em vão
Que esse amor que dói tanto, vai passar, mas...
Tenho que aceitar, ainda te quero...
E só assim, te aceitando, poderei te esquecer.

Pois, cada dia que passo distante de ti.
Sinto-me mais ligada, mais apaixonada
Como uma sereia que precisa do mar...

Como a lua, precisa...
Da luz do Sol, para brilhar
Ainda, preciso de Você.

Mara Roubert